A força do Triângulo Mineiro para a economia de MG

Por Marcos Montes – Médico e deputado federal

Extraído do portal Diário da Manhã – 15/05/2018

Um dos estados mais importantes da federação, Minas Gerais tem na região do Triângulo Mineiro o seu principal pilar de riqueza e produtividade, com destaque para o agronegócio, a indústria de alimentos, fosfato, nióbio, entre outros.

Além de estar entre as mais promissoras do País, a região é composta por trinta e cinco importantes municípios (sendo Uberlândia, Uberaba, Araguari, Ituiutaba e Araxá as principais cidades), possui uma população de cerca de 1,5 milhão de habitantes, gera divisas, emprego e renda, e qualidade de vida para sua gente.

Mesmo diante da crise econômica que o Brasil vem enfrentando nos últimos anos, mais uma vez a pujança do agronegócio demonstra o seu protagonismo na economia brasileira, fato que o coloca como locomotiva na retomada do crescimento socioeconômico do País.

Segundo dados oficiais, o setor é responsável por 44,6% de todas as nossas exportações, que fechou o ano de 2017 com superávit recorde de US$ 67 bilhões.

Esse cenário recorrente de robustez garantiu ao Brasil um faturamento de R$ 1,23 trilhão nos últimos vinte anos.

Já de acordo com o levantamento que abrange as dez regiões de planejamento de Minas Gerais, realizada pela área de Estudos Econômicos da Fecomércio-MG, o Triângulo Mineiro responde por cerca de 11,2% do Produto Interno Bruto do estado.

Agronegócio, genética bovina e produtos químicos foram algumas das contribuições da região do Triângulo Mineiro, tendo como aspectos viabilizadores, além da garra de seu povo, características regionais privilegiadas, como clima, solo e topografia, sendo esta última facilitadora à adoção de tecnologias que possibilitem o desenvolvimento de projetos competitivos.

Não é por acaso que o Triângulo Mineiro é respeitado, dinâmico e tem o empreendedorismo em seu cotidiano. Como se não bastasse a região ser um tradicional polo da pecuária, com gado bovino de alta qualidade genética, a produção de cana-de-açúcar, desde 1990, vem ganhando visibilidade considerável e imprimindo seu brilhantismo nos cenários nacional e internacional.

De acordo com dados do Sindicato da Indústria de Fabricação do Álcool no Estado de Minas Gerais - Siamig, a performance do setor sucroenergético (açúcar e álcool) no Triângulo Mineiro ultrapassa a marca de 46 milhões de toneladas/ano.

A expansão do plantio da cana-de-açúcar teve forte incremento com o lançamento do carro flex em 2003. Com o aumento da demanda por etanol, grandes grupos de Alagoas e do exterior, ligados ao setor sucroenergético, começaram a produzir também energia, aproveitando o bagaço da cana.

Das trinta e oito usinas sucroenergéticas em Minas Gerais, 50% estão localizadas no Triângulo Mineiro, próximas aos grandes centros consumidores, o que tem sido um diferencial significativo em termos de custo e facilidade para escoamento da produção.

Não é nenhum exagero afirmar que o Triângulo Mineiro é um gigante de braços abertos para o Brasil. Seus produtos encantam nas mesas dos brasileiros e abastecem o mercado internacional, a exemplo do açúcar, café, milho, da soja e seus derivados. Também é significativa a produção e exportação das carnes de aves, bovina e suína.

A culinária... essa deixa qualquer um lambendo os lábios. Na verdade, é um misto de influências indígenas, portuguesa e negra. Dos indígenas, os habitantes da região herdaram o gosto pela mandioca e pelo milho, transformado em mingaus, papas e canjicas. Por parte dos portugueses ficaram os bolos e a infinidade de receitas à base de ovos. A maneira de usar o açúcar na elaboração de pratos está entre as principais influências dos negros.

Conhecer o Triângulo Mineiro é sentir na pele um misto de experiências maravilhosas. Por isso, digo com todas as letras: eita lugarzinho bão!

 

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