Para não doer no bolso

Por Raimundo Couto

Extraído do Jornal Super – Coluna InterCâmbio

Nesta e na próxima semana vamos falar sobre economia, mas não da conjuntura econômica do país, que, cá para nós, segue indefinida. O tema é como diminuir o consumo de combustível de seu carro. Essas dicas foram elaboradas a partir de um trabalho do projeto Etanol, uma iniciativa da União da Indústria da Cana-de-Açúcar (Única) que sugere reflexão sobre combustíveis renováveis.

No momento da primeira marcha, por exemplo, o consumo é alto. Dessa forma, não é bom forçar a aceleração. O ideal é acelerar suavemente, fazendo a troca de marcha de maneira progressiva. Mesmo em veículos com câmbio automático, o segredo também é acelerar suavemente. Professor Renato Romio, do Instituto Mauá de Tecnologia (IMT), autor do recente estudo “Análise Estatística de Desempenho e Performance de Combustíveis”, na hora de abastecer, é preciso avaliar não apenas o preço do combustível na bomba, mas também a autonomia do veículo.

“Independentemente do automóvel, o condutor pode fazer o seu próprio cálculo. Basta abastecer o veículo, rodar o equivalente a meio tanque e encher novamente. É fundamental anotar a quilometragem na saída do posto nas duas ocasiões, para saber a quilometragem rodada, e a quantidade de litros abastecida na segunda vez. Depois, é só dividir a quantidade de quilômetros rodados pela quantidade de litros reposta no tanque, desta forma é possível obter o resultado em quilômetros por litro (km/L). É um procedimento simples e rápido que ajuda a prestar atenção no consumo e economizar”, explica Romio.

O estudo mostra também que a relação entre o etanol e a gasolina pode ser diferente dos 70% adotados como padrão pelo mercado.

O desempenho do etanol em modelos de veículos testados variou de 70,7% e 75,4%, uma diferença considerável. Como referência, os valores encontrados para os mesmos modelos de veículos, testados em laboratório, foram, respectivamente, 66,7% e 72,1%. “Ou seja, os valores de consumo no uso real do veículo podem ser melhores do que os resultados verificados em testes de laboratório. Por isso, é importante avaliar o consumo individual, nas condições de trânsito e trajetos habituais”, finaliza o professor.

A procura pelo melhor trajeto também pode ajudar na proposta de economia, já que nem sempre é o caminho mais indicado. Congestionamentos, subidas e lombadas só fazem o carro consumir mais. Se houver um caminho mais longo, mas que permita uma velocidade mais constante, prefira esse. Aplicativos para smartphones podem ajudar a descobrir as melhores rotas.

Outra dica: evite acelerar na descida. A partir de 40 km/h, sem aceleração, não entrará uma gota de combustível no motor.

Essas são apenas algumas orientações, nesta primeira parte, deste interessante estudo que tem como objetivo propor uma reflexão uma utilização mais racional do combustível. Na próxima semana, finalizamos o assunto. Até lá!

 

 

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