Açúcar

História do Açúcar

Há muito conhecido pelos árabes, o açúcar começou a ser divulgado na Europa a partir do século XII. Em Portugal, a cana foi cultivada no Algarves e na região de Coimbra desde o século XIV.

Passou para a ilha da Madeira, em meados do século seguinte. Considerado uma especiaria, o consumo do açúcar ficou por muito tempo confinado às cortes e aos nobres.

Após 1.500, tornou-se um produto de luxo, ainda raro, mas utilizado de maneira cada vez mais intensa e variada. Somente no século XVIII, porém, como resultado da expansão da produção e do comércio, alcançou um público mais vasto, passando a adoçar o chá, o café e o chocolate, que se vulgarizavam.

Durante o período colonial, no século XVII, a indústria do açúcar teve um grande desenvolvimento no Brasil. Os holandeses, portadores de tecnologia de ponta, deram nessa época um grande impulso à fabricação do açúcar. As melhores condições de clima e solo do nordeste brasileiro e a maior proximidade com o continente europeu favoreceram o desenvolvimento do açúcar naquela região.

A crise da superoferta de açúcar em todo o mundo induz no Brasil a criação do Instituto do Açúcar e Álcool (IAA) em 1933, com forte regulação e controle do setor e redução dos riscos ao produtor.

Logo o pós-guerra, Minas Gerais ocupa por pouco tempo o primeiro lugar entre os produtores de açúcar do país, com usinas concentradas na Zona da Mata e região Sul do Estado.

No final dos anos 50 e início da década de 60, em razão da topografia acidentada nas principais regiões produtoras do Estado; da pequena escala de produção; da obsolescência das instalações industriais e de um gerenciamento inadequado, a produção de açúcar em Minas Gerais começa a cair na Zona da Mata.

Inicia-se um processo de expansão da cultura em áreas mais planas para introdução das novas tecnologias como no Triângulo Mineiro, que se tornou a principal região produtora do estado.

Tipos de Açúcar

Cristal

Açúcar em forma cristalina, produzido diretamente em usina sem refino. Destinado ao uso geral da indústria alimentícia (bebidas, massas, biscoitos e confeitos). É um açúcar obtido por fabricação direta nas usinas, a partir da cana-de-açúcar, de forma cristalizada, que sofre o efeito de clarificação por tratamentos físico-quimícos.

Refinado

Açúcar obtido pela dissolução e purificação do açúcar cristal, apresentando uma estrutura microcristalina não definida, que lhe confere granulometria fina e alta capacidade de dissolução. Usado em doces e confeitos, panificação e biscoitos, aditivos para carnes e embutidos, caldas transparentes e incolores, refrescos em pó e líquidos, achocolatados, sorvetes e coberturas, bebidas lácteas e iogurtes.

Açúcar Demerada

Açúcar tipo exportação. Consiste num açúcar em cujo processo de fabricação não se sulfitou o caldo e cuja massa cozida não sofreu lavagem na centrífuga, conservando assim intacta a película de mel que envolve os cristais.

Açúcar VHP

O VHP (Very Hight Polarization) é um açúcar tipo exportação. Ele é utilizado como matéria-prima para outros processos, também em cuja fabricação o tratamento do caldo é mínimo ou nenhum e cuja massa cozida sofreu lavagem reduzida durante a centrifugação.