Açúcar bruto recua de máxima sete meses na ICE; março é negociado a 12,85 cents/libra

Os contratos futuros do açúcar bruto na ICE caíram nesta quarta-feira, recuando de uma máxima em sete meses, com o mercado realizando correções após entrarem em território de sobrecompra e sendo pressionados pela queda da moeda do Brasil.

O contrato março do açúcar bruto caiu 0,12 centavo de dólar, ou 0,9 por cento, a 12,85 centavos de dólar por libra-peso, depois de tocar 13,14 centavos de dólar, uma máxima desde o começo de março.

Esse foi o primeiro fechamento negativo em 10 sessões.

A desvalorização do real no começo do dia, que impulsiona os retornos das commodities atreladas ao dólar, promoveu vendas de produtores.

O mercado está começando um movimento de correção depois de atingir níveis técnicos de sobrecompra na sexta-feira no índice de força relativa, disseram operadores.

Isso compensou ganhos registrado no início do pregão, causados por dados da União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica) que mostraram que a região centro-sul do Brasil produziu 1,286 milhão de toneladas de açúcar na segunda metade de setembro, ante 2,147 milhões de toneladas nas duas semanas anteriores.

As usinas destinaram 33 por cento do volume de cana-de-açúcar para a produção de açúcar, um dos menores níveis da indústria na série histórica, sendo o resto voltado para a produção de etanol.

O açúcar branco para dezembro subiu 3,10 dólares, ou 0,9 por cento, a 356,50 dólares por tonelada.

Reuters – 11/10/18

 

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