Embrapa apresenta proposta de avaliação de desempenho ambiental no RenovaBio

As pesquisadoras da Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP), Marília Folegatti Matsuura e Nilza Patrícia Ramos, juntamente com o professor Joaquim Eugênio Seabra da Faculdade de Engenharia Mecânica - FEM/Unicamp, participaram na quinta-feira (16), de uma reunião do Programa RenovaBio no Ministério das Minas e Energia em Brasília - DF, para apresentarem uma proposta de Avaliação de Desempenho Ambiental e Certificação de Biocombustíveis no Programa.

O RenovaBio é uma política pública do governo federal que prevê o avanço do setor de biocombustíveis no horizonte ao ano 2030, onde destaca o papel na matriz energética, além de desenvolver uma ideia de apelo à sustentabilidade ambiental e desenvolvimento de novas tecnologias renováveis, como o etanol de segunda geração, biogás/biometano, o biodiesel HVO (óleo vegetal hidrotratado), o diesel de cana-de-açúcar e o bioquerosene.

Se no escopo do Programa há a estratégia de se ampliar a produção de biocombustível até 2030, o etanol é figura de destaque nesse processo. A previsão de que o Brasil produza 54 bilhões de litros em 2030. Atualmente a produção é de cerca de 28 bilhões de litros de etanol por safra.

Além dos representantes presentes na reunião, a proposta ainda contou com a participação do pesquisador André May e do chefe-geral da Embrapa Meio Ambiente, Marcelo Morandi.

A Avaliação do Ciclo de Vida (ACV) é uma ferramenta para a avaliação de impactos ambientais, a partir do processo de produção de materiais e energia consumidos durante uma manufatura de produtos e emissões de meio ambiente durante todo o ciclo de vida do produto, desde uma extração de recursos naturais, processos de transformação, transporte e uso, até seu descarte.

A ACV é, portanto, ferramenta vital para a execução das ações propostas no Programa, onde se pretende adotar protocolos distintos, definidos previamente para os escopos de avaliação de desempenho ambiental, contemplando ações para os diferentes tipos de biocombustíveis, categorias de impactos ambientais e etapas de ciclo de vida dos processos. 

Lançado em dezembro de 2016, objetiva não somente a expansão da produção desse tipo de combustível, mas ainda garantir o aumento da sustentabilidade ambiental, econômica e social em conformidade com o crescimento do mercado e alinhado com os compromissos assumidos pelo Brasil durante a COP21, com a criação da meta de reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEE) a patamar 37% abaixo dos níveis de 2005, em 2025, e 43% abaixo dos níveis de 2005, em 2030.

(Fonte: Embrapa – 20/03)

 

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