Grandes grupos do setor sucroenergético têm potencial para investir R$ 20 bilhões até 2030

 

Ao mesmo tempo em que o setor de açúcar e etanol enfrenta dificuldades para obter crédito e até as maiores companhias registram queda em seus resultados financeiros, a perspectiva de mudança está próxima. Existem projeções que apontam para um déficit global na produção de açúcar já em 2019/20 e há a expectativa de que o programa RenovaBio traga uma receita adicional para as companhias, com os créditos de descarbonização (CBios).

Durante a NovaCana Ethanol Conference 2019, realizada em São Paulo, a sócia-associada da consultoria MBAgro, Giovana Araújo, calculou o potencial de investimento para os melhores grupos do setor sucroenergético – que pode chegar a até R$ 19,8 bilhões – e apontou perspectivas para a aplicação dos valores. Para isso, ela considerou um horizonte de dez anos e dois cenários possíveis: um de baixo e um de alto crescimento.

Para isso, ela considera as melhores empresas dentro da amostra acompanhada pela MBAgro, que equivale a, aproximadamente, 50% da moagem de cana-de-açúcar na safra 2018/19. “É uma fotografia imprecisa, mas ela é adequada para o exercício”, afirma, durante o evento realizado em setembro.

Araújo observa que, mesmo dentro de uma amostra que já considera os grupos sucroenergéticos mais saudáveis, há uma grande dispersão de resultados – uma característica que tem sido frequentemente apontada no setor.

Para ela, as operações de fusão e aquisição devem vir justamente das companhias que, dentro deste grupo, apresentam os melhores desempenhos. Assim, como a alavancagem média da amostra é de 2,2 vezes, Araújo fez seus cálculos com base nas empresas que apresentaram resultados abaixo deste valor em 2018/19. Estas companhias representaram 23,7% da moagem do Centro-Sul no período.

Fonte: NovaCana – 21/10/19

 

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