Petróleo puxa alta de açúcar e milho

A disparada dos preços do petróleo em razão do ataque terrorista do fim de semana passado na Arábia Saudita, que cortou pela metade a produção do país e deverá prejudicar durante semanas o fornecimento, levou de carona as cotações do açúcar e do milho ontem nas bolsas dos Estados Unidos.

Em Nova York, os contratos do açúcar demerara com vencimento em março, que ocupam a segunda posição de entrega, subiram 32 pontos (2,7%) e fecharam a 12,26 centavos de dólar por libra-peso. Teoricamente, o aumento do petróleo pode valorizar o etanol de cana no Brasil e fazer com que as usinas privilegiem ainda mais o biocombustível em detrimento do açúcar, daí a valorização do adoçante.

Antonio de Padua Rodrigues, diretor técnico da União das Indústrias de Cana-de-Açúcar (Unica), concorda que o etanol poderá mesmo ser valorizado, mas que isso dependerá da política de preços da Petrobras. Se a estatal repassar a alta internacional aos preços domésticos da gasolina, será “uma nova perspectiva para o etanol”, disse ele durante evento ontem em São Paulo.

No mesmo evento, Fábio Meneghin, sócio-diretor da Agroconsult, calculou que, por causa da disparada do petróleo, os preços do etanol hidratado poderão subir até R$ 0,10 se a alta internacional da gasolina for repassada pela Petrobras ao mercado doméstico.

Principal fonte para a produção de etanol nos Estados Unidos, o milho também subiu na bolsa de Chicago. Os papéis com vencimento em dezembro encerraram a sessão negociados a US$ 3,74 por bushel (medida equivalente a 25,2 quilos), em alta de 5,25 centavos de dólar, ou 1,42%.

 Fonte: Valor Econômico – 17/9

 

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