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Reintrodução do bicudo na RPPN Porto Cajueiro, do Grupo Coruripe, é citado em livro da IUCN

04 de Março de 2021

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A última edição “Conservação global – perspectivas de translocação 2021, casos de estudo de todo o mundo”, da IUCN (União Internacional para Conservação da Natureza e Recursos Naturais), destaca na página 148 o programa de reintrodução do tentilhão-de-bico-duro (conhecido como bicudo) no Brasil, ressaltando o trabalho realizado na RPPN Porto Cajueiro, em Januária (Norte de Minas), do Grupo Coruripe.

Segundo a publicação o “ tentilhão-de-bico-comprido (Sporophila maximiliani)” foi intensamente preso devido à sua música melodiosa. Como conseqüência, experimentou um declínio populacional rápido e desastroso, tornando-se uma das espécies de aves mais ameaçadas da América do Sul.

No entanto, apesar de sua ausência virtual na natureza, a espécie reproduz-se bem em cativeiro e é conhecido um grande número de aves neste processo.  Neste sentido, em 2014, iniciou-se uma série de estudos com o objetivo de implementar um programa de reintrodução do tentilhão-de-bico-duro no Brasil Cerrado.  Foram realizadas pesquisas em mais de 50 locais no Brasil, acumulando um esforço de ~ 7.000 horas de trabalho de campo.

Foi apoiado o programa de reintrodução em reserva particular (RPPN Porto Cajueiro) em uma área de Cerrado do Estado de Minas Gerais.  Esta região faz parte do Mosaico Sertão Veredas Peruaçu, que abriga um conjunto de áreas protegidas na margem esquerda do o rio São Francisco.

Indicadores de sucesso do programa

  • Número de indivíduos que sobrevivem na natureza um ano após a liberação.
  • Observação da alimentação natural, prevenção de predadores naturais e

comportamento semelhante às populações naturais.

  • Número de indivíduos dispersos, ocupando e defendendo territórios.
  • Eventos de reprodução (construção e postura do ninho) registrados.
  • Melhor conhecimento da biologia e ecologia das espécies.

Além da Coruripe/Idese fazem parte do Projeto Bicudo o Instituto Ariramba de Conservação da Natureza, a CEPF/IEB, Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, Clube dos Criadores de Bicudos de Canto do Brasil, Universidade Estadual do Maranhão, Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo, Universidade Federal de São Carlos, Angá e Semad/IEF.

Veja íntegra do trabalho AQUI  

 

Fonte: Gerência Comunicação SIAMIG – 4/3

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