Setor sucroenergético propicia protagonismo ambiental do Brasil

 

O presidente da SIAMIG, Mário Campos, participou, ontem, do debate online “Economia, e Agora” , promovido pela VB/Conexão Empresarial, destacando a importância do setor sucroenergético para Minas Gerais e sua parceria com o governo do estado na pavimentação de estradas nas regiões produtoras. Segundo ele, há mais tempo já foram pavimentados 300 quilômetros de estradas pelo setor no Triângulo Mineiro e poderá atingir agora um investimento em torno de R$ 600 milhões, até 2032.

Segundo ele, a eleição nos EUA de Joe Biden deve provocar um debate global ainda maior sobre meio ambiente, com o avanço da preocupação dentro da chamada ESG – meio ambiente, social e governança. “Muitas empresas estão pensando em abrir capital e o mercado financeiro tem olhado muito para as ações das empresas neste sentido”, afirmou.

Mário Campos disse que o Brasil tem uma condição privilegiada e um protagonismo mundial no uso da energia renovável, com a mistura de biocombustível como o etanol anidro na gasolina, tem o hidratado que vai direto no motor e ainda dá a escolha do abastecimento ao consumidor. Conta com o complexo industrial sucroenergético que produz também energia elétrica, com a venda do excedente. Porém, pesquisas indicam um subsídio muito grande ainda do país ao combustível fóssil, com espaço para crescimento das energias renováveis.

Há cerca de três anos, foi lançado o Renovabio, e os produtores comercializam em bolsa os certificados (CBIOs) para as distribuidoras de combustíveis, com um mercado que já gerou este ano R$ 700 milhões e registro de mais de 15 milhões de CBIO, o que equivale a uma mitigação das emissões de 15 milhões de gás carbônico equivalente. “Nos próximos anos o Brasil caminhará para uma matriz cada vez mais descarbonizada com previsão de produção de 46 bilhões de litros de etanol frente aos 34 bilhões atuais”, destaca Mário Campos.

O presidente da SIAMIG destacou, também, que o setor é exemplo de economia circular com o aproveitamento de todos os resíduos gerados, com um grande potencial para a produção de biogás, tanto para geração de energia elétrica e substituição ao diesel. Já foi inaugurada a primeira planta de produção de energia elétrica do biogás, com expectativa de novos projetos futuros. Além de o país contar também com o modelo de carro híbrido flex (elétrico a célula de combustível), mais ecológico em relação as poluidoras baterias de lítio do carro elétrico.

“Até as petrolíferas estão assumindo a necessidade de redução das emissões e as agroindústrias do setor sucroenergético são um exemplo de produção com preservação ambiental, com a necessidade de mostrar isso para o mundo”, enfatizou.

 

Fonte: Gerência Comunicação SIAMIG – 27/11

 

 

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