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Em Minas Gerais, demanda pelo crédito do Plano Safra cresceu 14%

24 de Novembro de 2023

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Na safra 2023/24, em Minas Gerais, a demanda pelo crédito está em alta. Nos primeiros quatro meses do ano safra, a contratação de crédito chegou a R$ 20,06 bilhões, significando um aumento de 14% se comparado com igual intervalo da safra passada. Com o resultado, Minas Gerais está respondendo por 11% de todo o crédito liberado para o Brasil, que já chegou a R$ 155,7 bilhões e está 18% superior.

Conforme os dados da Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), dentre as linhas, a de custeio concentra a maior parte dos recursos. Somente nela, a alta chegou a 11%, resultando, então, em um desembolso de R$ 11,93 bilhões.

Ao todo, em Minas Gerais, foram aprovados 82.379 contratos entre julho e outubro, resultado, então, em um aumento de 11% frente aos 74.009 registrados em igual intervalo de 2022.

Para a agricultura, em Minas Gerais, foram liberados nos primeiros quatro meses da safra R$ 14,34 bilhões do crédito rural, resultando, assim, em uma variação positiva de 12% quando comparado com os R$ 12,83 bilhões registrados em igual período da safra anterior. O número de contratos aprovados subiu 11%, somando 42.309 unidades.

Na pecuária foi observado aumento de 19% na demanda pelo crédito rural. O desembolso somou R$ 5,7 bilhões no quadrimestre. A aprovação de contratos chegou a 40.070 unidades, 2% a mais.

 

Mais crédito para custeio e comercialização da safra em Minas Gerais

Dentre as linhas que compõem o crédito rural, o maior volume foi desembolsado para a de custeio da safra em Minas Gerais. Os produtores rurais utilizam a linha para cobrir as despesas normais dos ciclos produtivos. Nos primeiros quatro meses da safra, foram liberados para o Estado R$ 11,93 bilhões, aumento de 11% se comparado com o valor de R$ 10,73 bilhões liberados em igual período da safra anterior.

No período, a aprovação de contratos cresceu 13%, encerrando, então, o primeiro quadrimestre da safra com 39.991 unidades aprovadas.

Para o custeio da agricultura, os desembolsos somaram R$ 7,96 bilhões. O valor cresceu 9%, se comparado com os R$ 7,28 bilhões registrados anteriormente. Ao todo, os contratos aprovados somaram 24.154 unidades, resultando, então, em uma alta de 19%.

Na agricultura, considerando apenas os desembolsos feitos em outubro, a maior demanda pelos recursos veio do café. Ao todo, foram R$ 1,4 bilhão destinados à cultura. Em seguida, veio a soja, R$ 550 milhões, milho, R$ 236,8 milhões, e cana-de-açúcar, R$ 58,95 milhões.

A pecuária já demandou R$ 3,97 bilhões da linha de custeio, volume 15% maior. A aprovação de contratos cresceu 5%, encerrando, assim, com a aprovação de 15.837 pedidos.

No mês, o desembolso para o custeio da produção de bovinos chegou a R$ 995 milhões, seguido pela produção de suínos, R$ 92,83 milhões, e avicultura, R$ 35,86 milhões.

 

Comercialização

Os produtores rurais de Minas Gerais também buscaram mais recursos para a comercialização da safra. No primeiro quadrimestre da safra, o crédito liberado foi de R$ 3,02 bilhões, superando, então, em 41% a demanda anterior. A aprovação de contratos somou 1.643 unidades, 83% a mais.

Para a agricultura, o crédito da linha de comercialização alcançou R$ 2,94 bilhões em desembolsos, variação positiva de 42%. Já para a pecuária, o montante liberado, R$ 9 milhões, ficou 17% maior.

 

Investimentos retraem

Já a linha de investimentos apresentou queda na demanda pelo crédito. Nos primeiros quatro meses da safra, os desembolsos, em Minas Gerais, caíram 5%, com o valor de R$ 3,69 bilhões liberados. O número de contratos aprovados, 40.634, ficou 8% maior.

A agricultura demandou a maior parte do crédito para investimento. Os recursos somaram R$ 2,26 bilhão, resultado, assim, em um valor 17% inferior ao registrado anteriormente. No período, a aprovação de contratos caiu 3%, encerrando em 16.485 unidades aprovadas.

Na pecuária, a busca pelos recursos de investimentos cresceu 23% com a liberação de R$ 1,16 bilhão em crédito. A aprovação de contratos aumentou 16% e somou 24.149 unidades.

Fonte: Diário do Comércio – 24/11/2023

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